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sábado, 3 de junho de 2017

A Corrupção E O Sistema Capitalista * Prof. Afrânio Silva Jardim - RJ

A CORRUPÇÃO E O SISTEMA CAPITALISTA

Quase não se criticam os empresários corruptores. Pelas suas delações, chegam até a serem “venerados”.

Quase ninguém denuncia o perverso sistema econômico que serve de “pano de fundo” para toda esta corrupção.

Na verdade, estes corruptos não furtavam as chupetas dos bebês vizinhos nos berçários da maternidade onde nasceram… O que terá acontecido com eles???

O ser humano é produto não só dos fatores endógenos, mas também dos fatores exógenos. Como disse o grande pensador ORTEGA Y GASSET, “eu sou eu e as minhas circunstâncias”.

O fato é que o “poder econômico” sequestrou o Estado Brasileiro e a grande mídia é um de seus instrumentos. O nosso Poder Judiciário é complacente com tudo isso. A maioria de nossos juristas se ausenta deste debate. Estão mais preocupados com suas teses “mirabolantes” e desconectadas da realidade e com seu sucesso pessoal do que com as questões mais amplas, com as questões de interesse da sociedade. O individualismo é “epidêmico” em nosso país …

O “poder econômico” se faz sentir em todos os poderes do Estado e em toda a nossa vida. Este modelo de sociedade nos faz de “idiotas” a serviço da cobiça de uns poucos.

Somos todos, cada vez mais, consumidores compulsivos que, para comprar, vendemos nossa força de trabalho para quem nos vende estes mesmos produtos e serviços. Somos “massa” de manobra neste “círculo vicioso”.

Nesta sociedade de massa e de consumo, não mais somos o que poderíamos desejar ser. Somos o que o “mercado” nos faz ser.

Somos “reféns” de uma organização social perversa, hipócrita, individualista, egoísta e desumana. Nunca vi tanto cinismo nos meios de comunicação.

Nossos valores de igualdade, solidariedade, liberdade social, educação crítica e justiça social estão indo, cada vez mais, “para o espaço”.

Por vezes fica a impressão de que temos de “jogar a toalha” e nos adaptar a esta desprezível sociedade, formada por pessoas incultas, raivosas, preconceituosas e até ingênuas. Acho que não consigo. Não estou conseguindo… Não quero me render !!!

Entretanto, as corretas ideias e as melhores teorias sociais não podem ser rejeitadas pela fracasso humano de bem aplicá-las.

Outrora, ficávamos na seguinte dúvida: virá um novo homem que criará uma nova sociedade, ou, primeiro, virá uma nova sociedade, que forjará o surgimento de um novo homem?

Hoje ficamos com a impressão de que veio sim uma velha sociedade, que ressuscitou um homem pretérito, trazendo de volta uma antiga e primitiva cultura, lastreada em valores reinantes em períodos próximos do século XIX.

Cada vez mais, somos menos humanos e mais instrumentos de um sistema econômico e social que ninguém entende e que ninguém consegue deter. Estamos sendo levados por um verdadeiro furacão tecnológico …

Em resumo, ouso dizer que existe corrupção em sociedades que adotam outros modelos que não o capitalismo, mas não há sociedade capitalista sem corrupção disseminada.

O poder econômico é inerente à própria sociedade capitalista. A corrupção é inerente ao próprio poder econômico.

Em algum momento, teremos que lograr uma outra forma de organização social, onde todos tenham, ao menos, as mesmas oportunidades de ascensão social e tenham as suas individualidades respeitadas.

Espero que meus netos participem da construção desta sociedade sem exploradores e explorados.


Afranio Silva Jardim, professor de Direito da Uerj

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

A Midiotização e a Oligarquia Subversiva - Parte 3 * Roberto Bueno - MG

A Midiotização e a Oligarquia Subversiva - Parte 3
Roberto Bueno - MG
Roberto Bueno*
A grande mídia brasileira emergiu nesta quadra histórica como substituta ideal para o velho emprego da força bruta nos modernos movimentos golpistas de Estado. Antes era a força bruta que operava sobre a carne fria dos corpos humanos vilipendiados, torcendo-os de fora para dentro, e hoje, violências múltiplas, mutila espíritos e consciências de sua própria condição humana e posição no mundo, fazendo-o de dentro para fora.
Esta é a nova modalidade de ação ácido-cruel sobre o humano, capaz de corroer rapidamente todas as suas entranhas e neutralizar as barreiras protetoras de suas armas de defesa. Prejudicadas, as massas veem seus interesses disponíveis ao grande conglomerado econômico associado com a mídia. Mil e um exemplos são conhecidos, e talvez apenas o último seja o ruidoso silêncio sobre a greve geral deste último dia 28 de abril de 2017 nos telejornais da grande vênus platinada. Se isto foi muito visível, é certo, nem sempre a mídia opera tão às claras. Frequentemente o faz sofisticadamente visando redesenhar o mundo real através da reconfiguração dos esforços que a retórica da oligarquia política financia e quer expandir matreiramente. Fantasioso e fraudulento é o sentido da estratégia e das opções adotadas pela grande mídia brasileira em seu esforço para tornar palatável uma ideologia político-econômica agudamente contrastante com o estágio civilizatório alcançado pela sociedade brasileira. Homens e mulheres brasileiros não precisariam ser tornados alvo de humilhação por parte de uma oligarquia fascio-pós-neoliberal como esta folgazã que exala enxofre por onde passa.

Segue...
http://www.uberlandiahoje.com.br/2017/05/01/midiotizacao-e-oligarquia-subversiva-iii/ 
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segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Midiotização e a Oligarquia Subversiva - Parte 2 * Roberto Bueno - MG

A Midiotização e a Oligarquia Subversiva- Parte 2
Roberto Bueno
Roberto Bueno*
O viés político-ideológico dos governos Jango e Dilma nunca foi de implementação do socialismo, nem sequer em sua versão mais modesta e moderada, mas tão somente, como diz Moniz Bandeira sobre o Governo Jango, que pretendia “reformas democrático-burguesas e tendiam a viabilizar o capitalismo brasileiro, embora sobre outros alicerces, arrancando-o do atraso e dando-lhe maior autonomia” (1977, p. 164). Quem conseguiu transformar esta política em um monstro comunista capaz de ameaçar até mesmo o colosso imperial do Norte? Quem realizou a proeza de implantar isto na cabeça de muitos brasileiros para justificar o golpe de Estado de 1964? No caso de Dilma, ainda no primeiro semestre de 2015, foi implementada política econômica conduzida pelo então Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mago e homem da confiança do “mercado”, conhecido como “mãos de tesoura”, apelido que bem identifica a sua filiação ideológica ultraneoliberal. Como, então, a Presidente foi crucificada por setores ultradireitistas como praticante de políticas de tendências “comunistas”? Tanto em 1964 como em 2016 as forças operantes não agiram pelos motivos declarados, mas por outros, muito distintos. Em ambos os casos a mídia agiu de forma definitiva para, conforme os recursos técnicos de cada época, redefinir o campo da realidade e, assim, obter a mínima legitimação para a violação da ordem democrático-constitucional.
Segue...
http://www.uberlandiahoje.com.br/2017/04/29/midiotizacao-e-oligarquia-subversiva/ 
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

A Midiotização e a Oligarquia Subversiva - 1ª Parte * Roberto Breno -MG

A Midiotização e a Oligarquia Subversiva - 1ª Parte
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http://www.uberlandiahoje.com.br/2017/04/17/midiotizacao-e-oligarquia-subversiva/ 

Roberto Bueno
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As múltiplas ameaças aos regimes democrático-populares vem sendo constituídas a partir da maximização de diversas crises, cultural, econômica, política, etc. Em diversas latitudes é intenso o esforço pela magnificação das condições de precariedade, do alastramento da narrativa do caos, também aliadas aos prejuízos que a corrupção poderia realizar. Está em curso o emprego sério e bem articulado de forças de desestabilização e criminalização dos atores e das políticas públicas voltadas a realização da democracia, do interesse popular, que é identificado com o economicamente ineficiente e prejudicial ao sistema.
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