terça-feira, 18 de julho de 2017

Golpe Final * Wladimir Safatle - SP

Golpe Final
 - por Vladimir Safatle. 

 *É professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP (Universidade de São Paulo)

Aqueles que, nas últimas décadas, acreditaram que o caminho do Brasil em direção a transformações sociais passava necessariamente pelo gradualismo deveriam meditar profundamente nesta semana de julho.

Não foram poucos os que louvaram as virtudes de um reformismo fraco porém seguro que vimos desde o início deste século, capaz de paulatinamente avançar em conquistas sociais e melhoria das condições de vida dos mais vulneráveis, enquanto evitava maiores conflitos políticos graças a estratégias conciliatórias.

"Há de se respeitar a correlação de forças", era o que se dizia. Para alguns, isso parecia sabedoria de quem lia "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, antes de reuniões com José Sarney e a lama do PMDB. Eu pediria, então, que meditássemos a respeito do resultado final de tal sabedoria.

Pois o verdadeiro resultado dessa estratégia está evidente hoje. Nunca o Brasil viu tamanha regressão social e convite à espoliação do mundo do trabalho.

O salto de modernização que nos propõem hoje tem requintes de sadismo. Ou, que nome daríamos para a permissão de mulheres gestantes trabalharem em ambientes insalubres e de que trabalhadores "tenham o direito" de negociar seu horário de almoço?

Tudo isso foi feito ignorando solenemente o desejo explícito da ampla maioria da população. Ignorância impulsionada pelo papel nefasto que tiveram setores majoritários da imprensa ao dar visões completamente monolíticas e unilaterais das discussões envolvendo tal debate.

Mas isso podia ser feito porque não há mais atores políticos capazes de encarnar a insatisfação e a revolta. Hoje, o governo pode atirar contra a população nas ruas em dias de manifestação e sair impune porque não há ator político para incorporar rupturas efetivas. Eles se esgotaram nos escaninhos de tal modelo de gestão social brasileiro.

A reforma trabalhista apenas demonstra que o gradualismo pariu um monstro. Os mesmos que votaram para mandar a classe trabalhadora aos porões de fábricas inglesas do século 19 estavam lá nas últimas coalizões dos governos brasileiros, sendo ministros e negociadores parlamentares.

Ou seja, a política conciliatória os alimentou e os preservou, até que eles se sentissem fortes o suficiente para assumirem a cena principal do poder. "Mas era necessário preservar a governabilidade", era o que diziam. Sim, este é o verdadeiro resultado da "governabilidade" do ingovernável, da adaptação ao pior.

Como se fosse apenas um acaso, no dia seguinte à aprovação da reforma trabalhista o Brasil viu o artífice deste reformismo conciliatório, Luiz Inácio Lula da Silva, ser condenado a nove anos de prisão por corrupção. Esse era um roteiro já escrito de véspera.

De toda forma, há de se admirar mais um resultado desta política conciliatória –a adaptação ao modelo de corrupção funcional do sistema brasileiro e, consequentemente, a fragilização completa de figuras um dia associadas, por setores majoritários da população, a alguma forma de esperança de modernização social.

O Brasil agora se digladia entre os que se indignam com tal sentença e os que a aplaudem com lágrimas de emoção. Engraçado é ver outros políticos que também mereciam condenação pregarem agora moralidade.

No entanto, o problema é que só existirá essa sentença, nada mais. Este é o capítulo final. Da mesma forma que o capítulo final do julgamento do mensalão foi a prisão de José Dirceu. Perguntem o que aconteceu com o idealizador do mensalão, o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo.

Ou perguntem sobre o que acontecerá a outro presidente do mesmo partido, aquele senhor que foi pego em gravação telefônica dizendo que deveria procurar um interceptador para propina que pudesse ser assassinado.

Ou o ex-presidente FHC, citado nos mesmos escândalos que agora condenam Lula. Muitos reclamam da parcialidade da Justiça brasileira: há algo de comédia nessa reclamação.

Que esta semana seja um sinal claro de que uma forma de fazer política no Brasil se esgotou, seus fracassos são evidentes, suas fraquezas também. Continuar no mesmo lugar é apenas uma forma autoinduzida de suicídio.


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Condenar Sem Provas É Crime * Alex Solnik - SP

Eleição Sem Lula É Fraude
Fora golpistas,
Lula presidente
!!!
 "Sócrates  foi  condenado  e assassinado,  mas  a  história condenou  quem  o  assassinou,  seu algoz  e  vilão,  e  não  a  ele,  porque a  sua  causa  era  justa. E  o  nome  do  seu  algoz  foi apagado  da  memória  do  mundo, enquanto  o  seu  atravessou séculos  e  permanece  vivo, iluminando  o  pensamento universal. Tiradentes  foi  condenado,  mas  a história  condenou  quem  o condenou  e  não  a  ele,  porque  a sua  causa  era  justa  e  os  que  o condenaram  eram  os  vilões  e algozes. Anúncio E  seus  nomes  foram  apagados  dos  livros  de  história  do  Brasil,  enquanto  ele continua  sendo  sinônimo  de  independência,  generosidade  e  bravura. Garcia  Lorca  foi  condenado  e  fuzilado  pelos  franquistas,  mas  quem  o condenou  jaz  na  vala  comum  dos  infames,  enquanto  suas  palavras  inspiram os  sentimentos  mais  nobres  através  dos  tempos. Nelson  Mandela  foi  condenado  e  preso,  mas  a  história  condenou  quem  o prendeu,  quem  o  humilhou,  quem  o  insultou. Ele  é  um  símbolo  imorredouro,  um  patrimônio  universal. E  o  nome  de  quem  o  prendeu  ninguém  conhece. Lula  foi  condenado,  mas  a  história  vai  condenar  quem  o  condenou,  não  a ele. Porque  foi  condenado  sem  provas.  E  as  suas  causas  sempre  foram  justas. Ele  tem  um  pouco  de  Sócrates,  um  pouco  de  Tiradentes,  de  Garcia  Lora,  um pouco  de  Mandela  e  será  para  sempre  sinônimo  de  presidente  que  promoveu e  estimulou  a  diminuição  do  desequilíbrio  social  que  vigora  no  país  desde sempre. E  o  nome  de  quem  o  condenou  será  apagado  dos  livros  de  história. Daqui  a  50  anos  ninguém  vai  acreditar  que  o  melhor  presidente  do  Brasil desde  a  redemocratização  e  líder  das  pesquisas  da  próxima  eleição presidencial  recebeu  sentença  de  9  anos  de  cadeia  porque  teria  recebido  um apartamento  em  troca  de  uma  suposta  operação  ilícita  com  a  Petrobrás, com  base  em  suposições  e  delações  inconclusas  e  nenhuma  prova  material, nenhum  documento,  nenhuma  escritura,  nenhuma  gravação  secreta, nenhuma  conta  no  exterior. Mas  todos  vão  acreditar  que  quem  o  condenou  é  que  deveria  ser  condenado. E  será. A  História  o  condenará." 

ALEX  SOLNIK Alex  Solnik  é  jornalista.  Já  atuou  em  publicações  como  Jornal  da  Tarde,  Istoé, Senhor,  Careta,  Interview  e  Manchete.  É  autor  de  treze  livros,  dentre  os quais  "Porque  não  deu  certo",  "O  Cofre  do  Adhemar",  "A  guerra  do  apagão"  e "O  domador  de  sonhos". 

Postado por Cláudio, um dos órfãos do Bento Ribeiro (o colégio)

sábado, 1 de julho de 2017

Educação Para a Libertação * Dep Federal Paulo Pimenta - PT/RS

 O fortalecimento da democracia passa pela derrota dos valores capitalistas e das forças ultraconservadoras*



A democracia fundamentada em pressupostos de liberdade, igualdade, fraternidade, concebida como valorização da diversidade, da solidariedade e da inclusão, é antagônica aos valores capitalistas que sustentam a competividade, o individualismo, o altruísmo, o vale tudo do mercado. Existe aí uma incompatibilidade. Um olhar para a história da dominação capitalista nos remete aos grandes conflitos mundiais, às ditaduras militares, à exploração do trabalho, à escravidão, aos genocídios, à miséria, à devastação ambiental e às diversas formas de opressão. Um olhar para a luta por democracia, nos remete às resistências anticoloniais e libertárias, às revoltas populares, às lutas sindicais, aos movimentos sociais da terra, indígenas, antirracistas, das mulheres, LGBT, das juventudes, socioambientais.



O processo de democratização e conquista de direitos resultou das diferentes lutas políticas, socais, sindicais. Nos Brasil, nos finas da ditadura militar, a unidade dos campos de esquerda e liberais progressistas em defesa de liberdades políticas produziu um modelo conciliatório de redemocratização das intuições do Estado que permitiu espaços controlados de acesso aos bens públicos e à participação social, sem alterar a disputa que confronta, de um lado, o enfrentamento às desigualdades e, de outros, a sustentação desse modelo. Essa equação da democracia sob o controle dos setores que detém o poder político e econômico manteve um equilíbrio que se rompe com a vitória do campo democrático e popular, abrindo caminho para avançar no projeto de sociedade mais democrática e inclusiva.



A inclusão social gerou desconforto aos acostumados com o conforto. O investimento em políticas sociais, alvo da disputa de classe, foi combatida pelos sistemas de dominação, que reforçaram o ataque aos sujeitos sociais favorecidos por programas do governo democrático e popular. Especialmente as populações mais pobres, adolescentes e jovens negros e negras, indígenas, quilombolas, passaram a figurar como vagabundos que sobrecarregavam o poder público, reforçando o racismo, o machismo e toda forma de preconceito e discriminação.



A repulsa à inclusão recaiu sobre a política educacional que constitui um dos pilares do projeto de inclusão iniciado em 2003, no governo Lula, e interrompido em meados de 2016, com o golpe parlamentar e jurídico que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. A educação como direito de todos e todas foi um objetivo aparentemente consensual até o momento em que se tornou efetiva a política de expansão e democratização do acesso aos diferentes níveis de ensino. Caíram por terra os ideais abstratos de democracia quando a gestão da educação definiu investimentos para promoção de condições de acesso e qualidade, contemplando grupos sociais historicamente excluídos.



A política educacional teve alguns aspectos fundamentais. Na educação básica, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb reorientou a visão de foco no ensino fundamental para compreender a educação básica de forma integrada, da educação infantil ao ensino médio, contemplando a educação integral e a educação especial na perspectiva inclusiva. Essa política incidiu de forma sistêmica para promover as condições de acesso aos mais elevados níveis de ensino, fortalecendo a escola pública e, portanto, contrariou a lógica da privatização da educação presente no ideário neoliberal. O caminho de acesso à educação superior via Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, a expansão substancial das redes públicas educação profissional e tecnológica e das instituições de educação superior, bem como o amplo financiamento da oferta de vagas por meio do Programa Universidade para Todos - Prouni, revolucionaram o acesso das camadas mais pobres, dos negros e negras ao nível superior, incidindo sobre o padrão desigual da meritocracia.



A política de educação não é um caso único, mas é reveladora dos interesses que se chocam com mudanças que confrontam a desigualdade social e que se reflete nas matrículas na educação superior. Quando a política pública passou de fato a incidir na garantia de condições para o pleno acesso à educação, expôs a função estruturante do caráter de classe, gênero, raça e de segregação que persiste na educação brasileira, assegurando o acesso às carreiras profissionais de maior prestígio e remuneração, à espaços de direção e poder políticos como patrimônio de grupos sociais historicamente privilegiados. Em oposição à democratização do acesso, professores, estudantes e outros setores vinculados às corporações profissionais protagonizaram a mais face reacionária de uma sociedade que se viu ameaçada com o ingresso de estudantes com outras experiências, conhecimentos, valores e saberes. A reação desses setores foi imediata, discriminatória e violenta.



Com a complacência da grande mídia, o ataque a estudantes cotistas, jovens feministas, médicos cubanos, imigrantes, população LGBT, pessoas com deficiência, estimula a propagação do preconceito que se alastra por meio das redes sociais e abre uma batalha sem limites para o ódio que transborda na sociedade.  Esse ataque sem medo se refletiu em consultas médicas, hospitais, tribunais, salas de aula, estabelecimentos comerciais, onde se reproduzem manifestações racistas, misóginas, lgbtfóbicos, discriminatórias e excludentes. Não há dúvidas que a violência contra as mulheres, o estupro, o estupro coletivo, foi estimulado como punição às mulheres que conquistaram a lei Maria da Penha e a lei do feminicídio.



O golpe de 2016 retroagiu em relação às políticas sociais. A ofensiva da direita que tomou o poder no País e que avança em toda América Latina não apenas defende as desigualdades como justas e necessárias, como impõe um aprofundamento dessas desigualdades com a consecução da agenda neoliberal.  Trata-se de uma ação demolidora do poder oligárquico que se apodera de tudo e, sem qualquer concessão, impõe sacrifícios aos trabalhadores e trabalhadoras que estão perdendo todos seus direitos, como férias, licença gestante, carteira assinada, décimo terceiro, jornada de trabalho de 8 horas diárias e, ainda, estão perdendo seu poder de negociar.



Nessa lógica, que também retirou os recursos das políticas de saúde, educação e assistência, para justificar a ausência do Estado, especialistas de propaganda produziram discursos sobre o que interessa ao país, que marginalizam adolescentes e jovens, especialmente negros e negras, excluídos e condenados ao encarceramento e ao extermínio nas cidades brasileiras.  



A conjuntura política retrata o governo corrupto e ilegítimo que não tem qualquer compromisso social e atropela sem medo qualquer norma ou conduta que atrapalhe seu objetivo explícito de favorecer os interesses do grande capital, com concessões aos bancos e aos latifundiários. Embora não obtenha índices mínimos de aprovação, esse governo representa as velhas oligarquias que dominam o país e está protegido pelo poder da mídia que não pauta as questões sociais e naturaliza a exclusão extrema de amplas parcelas da população relegadas à miséria e abandono absolutos. Boaventura Souza Santos traduziu bem esse fenômeno em seu conceito de “dronização do poder”, ou seja, quando a desigualdade é tão grande que quem tem mais poder deixa de ter medo de quem tem menos poder e o governo não tem medo de represálias e de ser atingido. Ele inclui nesse conceito o poder midiático, exercido sem medo da resistência, que passa por cima da democracia para atingir o que quer.



Por isso, agora a exigência é fortalecer a democracia, uma democracia “intensa”, participativa, que imponha derrotas às políticas neoliberais que restringem os direitos e estão em franca conciliação com a extrema-direita. Essa conjuntura não é favorável, cada vez mais as forças ultraconservadoras se juntam para ofuscar e apagar a democracia, como se observa com os projetos chamados de “escola sem partido” que tentam impor um currículo dito apartidário para eliminar a perspectiva do pensamento crítico nas escolas e universidades brasileiras, instituindo censura, denúncia e punição para gestores e educadores que abordem questões políticas, religiosas, gênero e sexualidade.



Nesse contexto avesso aos valores democráticos, devemos construir a unidade das esquerdas e promover a formação de uma frente ampla de defesa da democracia que inclua a pauta anticapitalista, a luta contra o racismo, o machismo e todas as formas de colonialismo que se reforçam no Brasil. Esse esforço conjunto para promover a mobilização não se restringe aos objetivos das eleições diretas ou da disputa em 2018, deve ter como prioridade a participação dos movimentos, o fortalecimento do diálogo e das relações com as bases sociais que se unem para lutar contra as políticas neoliberais. 



*Paulo Pimenta é jornalista e deputado federal pelo PT-RS - paulopimenta.com.br 

sábado, 24 de junho de 2017

PROIBIÇÃO DO FUNK: PRA QUEM SABE LER UM ( MC ) PINGO É FUNK * Deley de Acari - RJ

PROIBIÇÃO DO FUNK: PRA QUEM SABE LER UM (MC)PINGO É FUNK.



Esse senador e os vinte mil assinantes pedindo pra proibir o funk podem até tentar, pode ante conseguir. mas dificil é e será definir o que é funk, o que não é. Neste momento a um punhado de cantores e compositores gospels compondo e catando e gravando em ritmo de funk, vendendo centenas de milhares de cds...
Por uma questão de izonomia, se proibir um funk do Pingo ou do Teko terá que se proibir um funk gospel do Pregador Lou.
Basta que qualquer um de nós, meros mortais, entremos na justiça, pra proibir também um funk gospel que possa atacar deuses afros chamando-os de demonio.
E também será preciso tirar dos catalogos das gravadoras e proibir a execução do funks compostos por artistas brancos de classe média como fernanda abreu, lulu santos, ou por criolo. sem falar to disco só de funk da dupla claudinho e buchecha gravado por lulu santos.
O acaro é o apelido que Oxalá usa quando não quer dizer o próprio nome. Quis Oxalá que amanhã, no Evento Direito A Favela, no Museu da Maré, organizado pelo mandanto da vereadora Mariele Franco haverá duas mesas: uma sobre educação e cultura e outra sobre segurança publica e legalização das drogas.
Separadas, a duas tem algo em comum. Pro "estado" e pra elite dominante branca racista educação e cultura são problemas de segurança pública, não de educação e cultura por si mesmas. Educaçao e cultura, bem entendido, do povo da favela e da periferia.
Proposições de leis como essa, e de outras formas de tentativa de proibição do funk, ja aconteceram e vão acontecer outras vezes, mas raramente acontecerão num momento particularmente conservador, militarizante, penalizador, racista, como o que vivemos e afeta principalmete, as raças e classes perigosas como as nossas de afrodescendentes.
O perigo permanente que representamos não se trata de uma paronóia, um delirio fóbico de uma elite branca burguesa racista que até hoje quase 130 depois da abolição ainda desfruta dos previlégios e riquezas adquridas parazitalmente desde a escraviidão.
Somos realmente um raça e classe perigosa enquanto não tomarmos pra nós pra os nossos tudo que se apropriaram como produto do nossa força de trabalho fisica e intelectual.
Uma lei de proibição do funk pode não vingar, mas servira de alerta, neste momento: que o funk não seja tornado, a voz e a motivaçao de um levante partido das favelas, não um levante dentro da ordem, mas um levante que rompa com a ordem atual.
No maximo será admitida a "revolução dentro da ordem." Desde que a CUFA, o AFROREGGAE ,que já ganharam a confiança da elite branca liberal, como pretos de confiança, estejam no controle,tudo bem. Desde que um Catra ou EMICIDA virem empresários, criem holdings pra controllar o pretinhos metidos a arttas dentro das favelas, tudo bem. Desde que o PCC ou a FAMILIA DO NORTE, Megacapitalistas do Crime, mantenham o funk e os funkeiros enquadrdos, fazendo apopogia ao capital criminal e seus joelys e marcelos odebrxis do crime globalizado, mesmo na ilegalidade tudo bem. Desde que o funk do mal seja funk do bem pra quem é do mal, desde que o funk do bem seja funk do mal pra quem é do mal, desde que o funk, os fankeiros, os gostadores do funk, os patrões do funk matenham o funk maniqueista, antidialético, antirvolucionário, no maximo refromista, tudo bem.
tudo bem, mas por questões de segurança pública e do sono seguro e tranquilo das elites brancas eurocentricas neoescravagistas, o funk, como foi o samba e o soul music antes de serem domesticados e gentrificados, será um problema de segurança publica, das elites, não da segurança popular, nossa raça e classe perigosa e não de cultura como são a mpb, a musica classica o choro.
Em fim, essa lei de proibição do funk, vista ao pé da lei e da letra da lei, pra quem é funkeiro, ou não é mas gosta ou odeia, pra QUEM SABE LER UM (MC)PINGO É LETRA!. OU MELHOR: FUNK
*


Minha sugestão...

(Intermezzo de Bertold Brecht)

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

É Quase Impossível Não Sucumbir a Mais Profunda Tristeza.... (Autoria Desconhecida)

 É quase impossível não sucumbir a mais profunda tristeza


'A SBPC e uma parte das entidades de classe ligadas à ciência não foram contra o golpe. Algumas até classificaram tudo como "andamento institucional correto".
Temer cortou em 44% as verbas para ciência.

A OAB apoiou o golpe, seu presidente foi efusivo defensor da ilegalidade
O STF chancela todo ataque da magistratura para criminalizar o advogado e o direito de defesa.
E agora uma parte dos advogados - os trabalhistas - correm o risco de se tornarem desimportantes totalmente.

Os professores se dividiram com um grande número apoiando o golpe "contra u pêtê". Temer aprovou a reforma do ensino médio, deixando inúmeros sem postos de trabalho, agora aprova a terceirização e ainda tem os projetos ditatorias do MBL vindo por aí.

Os petroleiros apoiaram o golpe, "o petê quebrou a petrobrás" diziam os mal informados.
Parente (presidente indicado por Temer) está vendendo a petrobrás por partes, mudaram a lei de partilha, mudaram as diretrizes que obrigavam a petrobrás a comprar de empresas nacionais e agora passa lei que permite demissão de funcionário estável para "cortar custos".

Os trabalhadores dos correios apoiaram o golpe. Tem até foto deles queimando a bandeira "do pêtê".
Um número significativo já foi demitido e com a lei da terceirização um número maior ainda estão em risco.

Bancários do BB e da Caixa apoiavam emocionadamente o golpe. "Não aguentamos mais o 'pêtê'" diziam.
Ambos os bancos deixaram de ser importantes no governo Temer (que pretende dar esta fatia de mercado aos bancos privados).
Já foram fechadas mais de 3000 agências por todo o brasil e as demissões já começam a acontecer.

Os policiais foram a favor do golpe. Das polícias civis até a federal. Os desorientados reclamavam do "comunismo" e a parca capacidade de compreensão deles fizeram até dar tiros em foto da presidenta sem que nada acontecesse.
Já tiveram suas verbas funcionais diminuídas e seus salários congelados por 20 anos.
Agora estão no bojo das reformas da previdência e pela lei da terceirização estados poderão contratar empresas de segurança para policiamento. Além de perderem os valores por insalubridade e tudo mais.

Os jornalistas (que fazem a mídia funcionar) foram coniventes com o golpe. Se não estavam claramente distorcendo notícias e adulando o saco dos patrões estavam em silêncio. Fotógrafos cegados com tiros da PM, censura correndo solta nas redações e agora com a terceirização e precarização atingindo todos seus espaços diminuirão, na mesma proporção dos salários.

Taxistas apoiaram o golpe. Posso estar errado mas a grande maioria me parecia reacionário. Perdi as contas do número de discussões que tive com estes trabalhadores tentando alertar sobre o que acontecia. Eles apenas viam o "pêtê" ...
Os dados dos sindicatos e empresas de tele taxi acusam queda já de 23% do uso do taxi. Menos dinheiro, menos salário para as pessoas, menos corridas de taxi ... era óbvio.

Os médicos ficaram a favor do golpe. A mostra que diploma não quer dizer inteligência. Revoltaram-se com os "cubanos". Tinha até médica dizendo que tinha achado o dedo do Lula em locais bastante deselegantes.
Tiveram seus salários congelados por 20 anos (os que trabalham para o estado) e agora serão transformados em mercadoria barata com o fim da CLT e as terceirizações.
A diminuição do SUS significa também o fim de alguma segurança financeira que estes profissionais tinham.
Alguns ainda continuam achando bom, porque nos salvamos do comunismo.
Isto mostra que os médicos deveriam ter planos exclusivos de assistência psiquiátrica para si mesmos.

Engenheiros apoiaram o golpe. O número de reacionários entre as profissões ligadas às ciências exatas é imenso. Parece que a lógica cartesiana que eles aprendem não lhes permite perceber nada além de 0 e 1. Tudo em conotação binária. Me recordo que durante os governos Lula e o primeiro Dilma o Brasil importava engenheiro. Os nacionais estavam quase todos empregados e o esforço era formar mais, pois o Brasil precisava de mais e melhores engenheiros.
Agora, estão sendo demitidos pela crise da construção civil e da cadeia de produção do petróleo.
Ainda com a terceirização serão mais baratos os seus preços, como todos os trabalhadores.

Os bancos estão felizes.
Os juros se mantém e o Temer liberou o FGTS para eles (quase 70% ficou com os bancos).
A mídia teve aumento de mais de 100% em média em suas verbas.
Os políticos tiveram aumento e não estão entre os atingidos pelas reformas.
Os magistrados e procuradores tiveram aumento e não são afetados pelas reformas.
Os militares tiveram cortes nos seus projetos estratégicos mas (mesmo responsáveis por mais da metade do problema da previdência) estão fora da reforma.

Entendeu agora, o que nós historiadores, cientistas políticos e cientistas sociais dizíamos?
Dizíamos que era um golpe jurídico-legislativo empresarial.
Que era contra todos os trabalhadores e as pessoas mais pobres do país.
Entendeu agora? 
Está claro?


O

Cria Cuervos / Benjamin Carrion - Equador

Cria Cuervos
Benjamin Carrion - Equador
Informe Biográfico
http://www.ccbenjamincarrion.com/ccbenjam.php?c=1219 
***

domingo, 18 de junho de 2017

Pergunta Lá Na Pinguela Que Caiu * Luis Celso Ferreira dos Santos - Ac

Pergunta Lá Na Pinguela Que Caiu

Luis Celso Ferreira dos Santos - Ac

"Você só vai conseguir a sua liberdade se deixar o seu inimigo saber que você não está fazendo nada para conquistá-la. Esta é a única maneira de conseguir a liberdade." Malcolm X
PERGUNTA LÁ NA PINGUELA QUE CAIU

Adquiri um medo de perguntar onde encontro a Democracia e alguém responder “Pergunta lá no Posto Ipiranga.”.

Sabem por quê ? Porque com a bexiga quase estourando eu vi brasileiros de várias espécies e categorias conversando com um candidato a presidência da república de papelão, tirarem fotos com ele e – Santa ignorância, votarem no candidato de papel.

Foram e são vítimas da tecnologia (Antigamente o nome era lavagem cerebral) e perguntaram com certeza para o celular em quem deveriam votar. A questão é que votar para presidente da república não é encontrar padarias ou comprar passagens aéreas. Mas até nesses casos de votos alguns poucos ganham algumas milhas pela fidelidade.

Muitíssimo menos votar para presidente não é pura e simplesmente primeiro dobrar à esquerda e depois virar para a direita. Não é assim que funciona.

Fazendo isso será igual aquela fraude indicada pelo comercial do Posto Ipiranga cujo tema é um programa de auditório com concurso de perguntas.

Teremos então que apelar sempre para a ajuda não dos universitários e sim para um legislativo e um judiciário corruptos os quais usarão invariavelmente de dois pesos e uma medida nas ações propostas.


Para o PMDB/PSDB tudo !! Para o PT os rigores das leis. Ehhh lasqueira!!!!