sábado, 1 de julho de 2017

Educação Para a Libertação * Dep Federal Paulo Pimenta - PT/RS

 O fortalecimento da democracia passa pela derrota dos valores capitalistas e das forças ultraconservadoras*



A democracia fundamentada em pressupostos de liberdade, igualdade, fraternidade, concebida como valorização da diversidade, da solidariedade e da inclusão, é antagônica aos valores capitalistas que sustentam a competividade, o individualismo, o altruísmo, o vale tudo do mercado. Existe aí uma incompatibilidade. Um olhar para a história da dominação capitalista nos remete aos grandes conflitos mundiais, às ditaduras militares, à exploração do trabalho, à escravidão, aos genocídios, à miséria, à devastação ambiental e às diversas formas de opressão. Um olhar para a luta por democracia, nos remete às resistências anticoloniais e libertárias, às revoltas populares, às lutas sindicais, aos movimentos sociais da terra, indígenas, antirracistas, das mulheres, LGBT, das juventudes, socioambientais.



O processo de democratização e conquista de direitos resultou das diferentes lutas políticas, socais, sindicais. Nos Brasil, nos finas da ditadura militar, a unidade dos campos de esquerda e liberais progressistas em defesa de liberdades políticas produziu um modelo conciliatório de redemocratização das intuições do Estado que permitiu espaços controlados de acesso aos bens públicos e à participação social, sem alterar a disputa que confronta, de um lado, o enfrentamento às desigualdades e, de outros, a sustentação desse modelo. Essa equação da democracia sob o controle dos setores que detém o poder político e econômico manteve um equilíbrio que se rompe com a vitória do campo democrático e popular, abrindo caminho para avançar no projeto de sociedade mais democrática e inclusiva.



A inclusão social gerou desconforto aos acostumados com o conforto. O investimento em políticas sociais, alvo da disputa de classe, foi combatida pelos sistemas de dominação, que reforçaram o ataque aos sujeitos sociais favorecidos por programas do governo democrático e popular. Especialmente as populações mais pobres, adolescentes e jovens negros e negras, indígenas, quilombolas, passaram a figurar como vagabundos que sobrecarregavam o poder público, reforçando o racismo, o machismo e toda forma de preconceito e discriminação.



A repulsa à inclusão recaiu sobre a política educacional que constitui um dos pilares do projeto de inclusão iniciado em 2003, no governo Lula, e interrompido em meados de 2016, com o golpe parlamentar e jurídico que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. A educação como direito de todos e todas foi um objetivo aparentemente consensual até o momento em que se tornou efetiva a política de expansão e democratização do acesso aos diferentes níveis de ensino. Caíram por terra os ideais abstratos de democracia quando a gestão da educação definiu investimentos para promoção de condições de acesso e qualidade, contemplando grupos sociais historicamente excluídos.



A política educacional teve alguns aspectos fundamentais. Na educação básica, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb reorientou a visão de foco no ensino fundamental para compreender a educação básica de forma integrada, da educação infantil ao ensino médio, contemplando a educação integral e a educação especial na perspectiva inclusiva. Essa política incidiu de forma sistêmica para promover as condições de acesso aos mais elevados níveis de ensino, fortalecendo a escola pública e, portanto, contrariou a lógica da privatização da educação presente no ideário neoliberal. O caminho de acesso à educação superior via Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, a expansão substancial das redes públicas educação profissional e tecnológica e das instituições de educação superior, bem como o amplo financiamento da oferta de vagas por meio do Programa Universidade para Todos - Prouni, revolucionaram o acesso das camadas mais pobres, dos negros e negras ao nível superior, incidindo sobre o padrão desigual da meritocracia.



A política de educação não é um caso único, mas é reveladora dos interesses que se chocam com mudanças que confrontam a desigualdade social e que se reflete nas matrículas na educação superior. Quando a política pública passou de fato a incidir na garantia de condições para o pleno acesso à educação, expôs a função estruturante do caráter de classe, gênero, raça e de segregação que persiste na educação brasileira, assegurando o acesso às carreiras profissionais de maior prestígio e remuneração, à espaços de direção e poder políticos como patrimônio de grupos sociais historicamente privilegiados. Em oposição à democratização do acesso, professores, estudantes e outros setores vinculados às corporações profissionais protagonizaram a mais face reacionária de uma sociedade que se viu ameaçada com o ingresso de estudantes com outras experiências, conhecimentos, valores e saberes. A reação desses setores foi imediata, discriminatória e violenta.



Com a complacência da grande mídia, o ataque a estudantes cotistas, jovens feministas, médicos cubanos, imigrantes, população LGBT, pessoas com deficiência, estimula a propagação do preconceito que se alastra por meio das redes sociais e abre uma batalha sem limites para o ódio que transborda na sociedade.  Esse ataque sem medo se refletiu em consultas médicas, hospitais, tribunais, salas de aula, estabelecimentos comerciais, onde se reproduzem manifestações racistas, misóginas, lgbtfóbicos, discriminatórias e excludentes. Não há dúvidas que a violência contra as mulheres, o estupro, o estupro coletivo, foi estimulado como punição às mulheres que conquistaram a lei Maria da Penha e a lei do feminicídio.



O golpe de 2016 retroagiu em relação às políticas sociais. A ofensiva da direita que tomou o poder no País e que avança em toda América Latina não apenas defende as desigualdades como justas e necessárias, como impõe um aprofundamento dessas desigualdades com a consecução da agenda neoliberal.  Trata-se de uma ação demolidora do poder oligárquico que se apodera de tudo e, sem qualquer concessão, impõe sacrifícios aos trabalhadores e trabalhadoras que estão perdendo todos seus direitos, como férias, licença gestante, carteira assinada, décimo terceiro, jornada de trabalho de 8 horas diárias e, ainda, estão perdendo seu poder de negociar.



Nessa lógica, que também retirou os recursos das políticas de saúde, educação e assistência, para justificar a ausência do Estado, especialistas de propaganda produziram discursos sobre o que interessa ao país, que marginalizam adolescentes e jovens, especialmente negros e negras, excluídos e condenados ao encarceramento e ao extermínio nas cidades brasileiras.  



A conjuntura política retrata o governo corrupto e ilegítimo que não tem qualquer compromisso social e atropela sem medo qualquer norma ou conduta que atrapalhe seu objetivo explícito de favorecer os interesses do grande capital, com concessões aos bancos e aos latifundiários. Embora não obtenha índices mínimos de aprovação, esse governo representa as velhas oligarquias que dominam o país e está protegido pelo poder da mídia que não pauta as questões sociais e naturaliza a exclusão extrema de amplas parcelas da população relegadas à miséria e abandono absolutos. Boaventura Souza Santos traduziu bem esse fenômeno em seu conceito de “dronização do poder”, ou seja, quando a desigualdade é tão grande que quem tem mais poder deixa de ter medo de quem tem menos poder e o governo não tem medo de represálias e de ser atingido. Ele inclui nesse conceito o poder midiático, exercido sem medo da resistência, que passa por cima da democracia para atingir o que quer.



Por isso, agora a exigência é fortalecer a democracia, uma democracia “intensa”, participativa, que imponha derrotas às políticas neoliberais que restringem os direitos e estão em franca conciliação com a extrema-direita. Essa conjuntura não é favorável, cada vez mais as forças ultraconservadoras se juntam para ofuscar e apagar a democracia, como se observa com os projetos chamados de “escola sem partido” que tentam impor um currículo dito apartidário para eliminar a perspectiva do pensamento crítico nas escolas e universidades brasileiras, instituindo censura, denúncia e punição para gestores e educadores que abordem questões políticas, religiosas, gênero e sexualidade.



Nesse contexto avesso aos valores democráticos, devemos construir a unidade das esquerdas e promover a formação de uma frente ampla de defesa da democracia que inclua a pauta anticapitalista, a luta contra o racismo, o machismo e todas as formas de colonialismo que se reforçam no Brasil. Esse esforço conjunto para promover a mobilização não se restringe aos objetivos das eleições diretas ou da disputa em 2018, deve ter como prioridade a participação dos movimentos, o fortalecimento do diálogo e das relações com as bases sociais que se unem para lutar contra as políticas neoliberais. 



*Paulo Pimenta é jornalista e deputado federal pelo PT-RS - paulopimenta.com.br 

sábado, 24 de junho de 2017

PROIBIÇÃO DO FUNK: PRA QUEM SABE LER UM ( MC ) PINGO É FUNK * Deley de Acari - RJ

PROIBIÇÃO DO FUNK: PRA QUEM SABE LER UM (MC)PINGO É FUNK.



Esse senador e os vinte mil assinantes pedindo pra proibir o funk podem até tentar, pode ante conseguir. mas dificil é e será definir o que é funk, o que não é. Neste momento a um punhado de cantores e compositores gospels compondo e catando e gravando em ritmo de funk, vendendo centenas de milhares de cds...
Por uma questão de izonomia, se proibir um funk do Pingo ou do Teko terá que se proibir um funk gospel do Pregador Lou.
Basta que qualquer um de nós, meros mortais, entremos na justiça, pra proibir também um funk gospel que possa atacar deuses afros chamando-os de demonio.
E também será preciso tirar dos catalogos das gravadoras e proibir a execução do funks compostos por artistas brancos de classe média como fernanda abreu, lulu santos, ou por criolo. sem falar to disco só de funk da dupla claudinho e buchecha gravado por lulu santos.
O acaro é o apelido que Oxalá usa quando não quer dizer o próprio nome. Quis Oxalá que amanhã, no Evento Direito A Favela, no Museu da Maré, organizado pelo mandanto da vereadora Mariele Franco haverá duas mesas: uma sobre educação e cultura e outra sobre segurança publica e legalização das drogas.
Separadas, a duas tem algo em comum. Pro "estado" e pra elite dominante branca racista educação e cultura são problemas de segurança pública, não de educação e cultura por si mesmas. Educaçao e cultura, bem entendido, do povo da favela e da periferia.
Proposições de leis como essa, e de outras formas de tentativa de proibição do funk, ja aconteceram e vão acontecer outras vezes, mas raramente acontecerão num momento particularmente conservador, militarizante, penalizador, racista, como o que vivemos e afeta principalmete, as raças e classes perigosas como as nossas de afrodescendentes.
O perigo permanente que representamos não se trata de uma paronóia, um delirio fóbico de uma elite branca burguesa racista que até hoje quase 130 depois da abolição ainda desfruta dos previlégios e riquezas adquridas parazitalmente desde a escraviidão.
Somos realmente um raça e classe perigosa enquanto não tomarmos pra nós pra os nossos tudo que se apropriaram como produto do nossa força de trabalho fisica e intelectual.
Uma lei de proibição do funk pode não vingar, mas servira de alerta, neste momento: que o funk não seja tornado, a voz e a motivaçao de um levante partido das favelas, não um levante dentro da ordem, mas um levante que rompa com a ordem atual.
No maximo será admitida a "revolução dentro da ordem." Desde que a CUFA, o AFROREGGAE ,que já ganharam a confiança da elite branca liberal, como pretos de confiança, estejam no controle,tudo bem. Desde que um Catra ou EMICIDA virem empresários, criem holdings pra controllar o pretinhos metidos a arttas dentro das favelas, tudo bem. Desde que o PCC ou a FAMILIA DO NORTE, Megacapitalistas do Crime, mantenham o funk e os funkeiros enquadrdos, fazendo apopogia ao capital criminal e seus joelys e marcelos odebrxis do crime globalizado, mesmo na ilegalidade tudo bem. Desde que o funk do mal seja funk do bem pra quem é do mal, desde que o funk do bem seja funk do mal pra quem é do mal, desde que o funk, os fankeiros, os gostadores do funk, os patrões do funk matenham o funk maniqueista, antidialético, antirvolucionário, no maximo refromista, tudo bem.
tudo bem, mas por questões de segurança pública e do sono seguro e tranquilo das elites brancas eurocentricas neoescravagistas, o funk, como foi o samba e o soul music antes de serem domesticados e gentrificados, será um problema de segurança publica, das elites, não da segurança popular, nossa raça e classe perigosa e não de cultura como são a mpb, a musica classica o choro.
Em fim, essa lei de proibição do funk, vista ao pé da lei e da letra da lei, pra quem é funkeiro, ou não é mas gosta ou odeia, pra QUEM SABE LER UM (MC)PINGO É LETRA!. OU MELHOR: FUNK
*


Minha sugestão...

(Intermezzo de Bertold Brecht)

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

É Quase Impossível Não Sucumbir a Mais Profunda Tristeza.... (Autoria Desconhecida)

 É quase impossível não sucumbir a mais profunda tristeza


'A SBPC e uma parte das entidades de classe ligadas à ciência não foram contra o golpe. Algumas até classificaram tudo como "andamento institucional correto".
Temer cortou em 44% as verbas para ciência.

A OAB apoiou o golpe, seu presidente foi efusivo defensor da ilegalidade
O STF chancela todo ataque da magistratura para criminalizar o advogado e o direito de defesa.
E agora uma parte dos advogados - os trabalhistas - correm o risco de se tornarem desimportantes totalmente.

Os professores se dividiram com um grande número apoiando o golpe "contra u pêtê". Temer aprovou a reforma do ensino médio, deixando inúmeros sem postos de trabalho, agora aprova a terceirização e ainda tem os projetos ditatorias do MBL vindo por aí.

Os petroleiros apoiaram o golpe, "o petê quebrou a petrobrás" diziam os mal informados.
Parente (presidente indicado por Temer) está vendendo a petrobrás por partes, mudaram a lei de partilha, mudaram as diretrizes que obrigavam a petrobrás a comprar de empresas nacionais e agora passa lei que permite demissão de funcionário estável para "cortar custos".

Os trabalhadores dos correios apoiaram o golpe. Tem até foto deles queimando a bandeira "do pêtê".
Um número significativo já foi demitido e com a lei da terceirização um número maior ainda estão em risco.

Bancários do BB e da Caixa apoiavam emocionadamente o golpe. "Não aguentamos mais o 'pêtê'" diziam.
Ambos os bancos deixaram de ser importantes no governo Temer (que pretende dar esta fatia de mercado aos bancos privados).
Já foram fechadas mais de 3000 agências por todo o brasil e as demissões já começam a acontecer.

Os policiais foram a favor do golpe. Das polícias civis até a federal. Os desorientados reclamavam do "comunismo" e a parca capacidade de compreensão deles fizeram até dar tiros em foto da presidenta sem que nada acontecesse.
Já tiveram suas verbas funcionais diminuídas e seus salários congelados por 20 anos.
Agora estão no bojo das reformas da previdência e pela lei da terceirização estados poderão contratar empresas de segurança para policiamento. Além de perderem os valores por insalubridade e tudo mais.

Os jornalistas (que fazem a mídia funcionar) foram coniventes com o golpe. Se não estavam claramente distorcendo notícias e adulando o saco dos patrões estavam em silêncio. Fotógrafos cegados com tiros da PM, censura correndo solta nas redações e agora com a terceirização e precarização atingindo todos seus espaços diminuirão, na mesma proporção dos salários.

Taxistas apoiaram o golpe. Posso estar errado mas a grande maioria me parecia reacionário. Perdi as contas do número de discussões que tive com estes trabalhadores tentando alertar sobre o que acontecia. Eles apenas viam o "pêtê" ...
Os dados dos sindicatos e empresas de tele taxi acusam queda já de 23% do uso do taxi. Menos dinheiro, menos salário para as pessoas, menos corridas de taxi ... era óbvio.

Os médicos ficaram a favor do golpe. A mostra que diploma não quer dizer inteligência. Revoltaram-se com os "cubanos". Tinha até médica dizendo que tinha achado o dedo do Lula em locais bastante deselegantes.
Tiveram seus salários congelados por 20 anos (os que trabalham para o estado) e agora serão transformados em mercadoria barata com o fim da CLT e as terceirizações.
A diminuição do SUS significa também o fim de alguma segurança financeira que estes profissionais tinham.
Alguns ainda continuam achando bom, porque nos salvamos do comunismo.
Isto mostra que os médicos deveriam ter planos exclusivos de assistência psiquiátrica para si mesmos.

Engenheiros apoiaram o golpe. O número de reacionários entre as profissões ligadas às ciências exatas é imenso. Parece que a lógica cartesiana que eles aprendem não lhes permite perceber nada além de 0 e 1. Tudo em conotação binária. Me recordo que durante os governos Lula e o primeiro Dilma o Brasil importava engenheiro. Os nacionais estavam quase todos empregados e o esforço era formar mais, pois o Brasil precisava de mais e melhores engenheiros.
Agora, estão sendo demitidos pela crise da construção civil e da cadeia de produção do petróleo.
Ainda com a terceirização serão mais baratos os seus preços, como todos os trabalhadores.

Os bancos estão felizes.
Os juros se mantém e o Temer liberou o FGTS para eles (quase 70% ficou com os bancos).
A mídia teve aumento de mais de 100% em média em suas verbas.
Os políticos tiveram aumento e não estão entre os atingidos pelas reformas.
Os magistrados e procuradores tiveram aumento e não são afetados pelas reformas.
Os militares tiveram cortes nos seus projetos estratégicos mas (mesmo responsáveis por mais da metade do problema da previdência) estão fora da reforma.

Entendeu agora, o que nós historiadores, cientistas políticos e cientistas sociais dizíamos?
Dizíamos que era um golpe jurídico-legislativo empresarial.
Que era contra todos os trabalhadores e as pessoas mais pobres do país.
Entendeu agora? 
Está claro?


O

Cria Cuervos / Benjamin Carrion - Equador

Cria Cuervos
Benjamin Carrion - Equador
Informe Biográfico
http://www.ccbenjamincarrion.com/ccbenjam.php?c=1219 
***

domingo, 18 de junho de 2017

Pergunta Lá Na Pinguela Que Caiu * Luis Celso Ferreira dos Santos - Ac

Pergunta Lá Na Pinguela Que Caiu

Luis Celso Ferreira dos Santos - Ac

"Você só vai conseguir a sua liberdade se deixar o seu inimigo saber que você não está fazendo nada para conquistá-la. Esta é a única maneira de conseguir a liberdade." Malcolm X
PERGUNTA LÁ NA PINGUELA QUE CAIU

Adquiri um medo de perguntar onde encontro a Democracia e alguém responder “Pergunta lá no Posto Ipiranga.”.

Sabem por quê ? Porque com a bexiga quase estourando eu vi brasileiros de várias espécies e categorias conversando com um candidato a presidência da república de papelão, tirarem fotos com ele e – Santa ignorância, votarem no candidato de papel.

Foram e são vítimas da tecnologia (Antigamente o nome era lavagem cerebral) e perguntaram com certeza para o celular em quem deveriam votar. A questão é que votar para presidente da república não é encontrar padarias ou comprar passagens aéreas. Mas até nesses casos de votos alguns poucos ganham algumas milhas pela fidelidade.

Muitíssimo menos votar para presidente não é pura e simplesmente primeiro dobrar à esquerda e depois virar para a direita. Não é assim que funciona.

Fazendo isso será igual aquela fraude indicada pelo comercial do Posto Ipiranga cujo tema é um programa de auditório com concurso de perguntas.

Teremos então que apelar sempre para a ajuda não dos universitários e sim para um legislativo e um judiciário corruptos os quais usarão invariavelmente de dois pesos e uma medida nas ações propostas.


Para o PMDB/PSDB tudo !! Para o PT os rigores das leis. Ehhh lasqueira!!!!

26 Razões Para Cassar a Concessão da Rede Globo * Bepe Damasco - Brasil 247

26 Razões Para Cassar a Concessão da Rede Globo 


Bepe Damasco
*
 1) O jornal O Globo apoiou a cassação do Partido Comunista Brasileiro, em 1947.

2) O Globo foi contra a criação da Petrobras.

3) O Globo participou do cerco a Getúlio, que levou o estadista ao suicídio.

4) O Globo deu sustentação à trama para impedir a posse de Jango, em 1961.

5) O Globo apoiou o golpe militar de 1964.

6) A Globo  aplaudiu a caçada  e o massacre dos opositores do regime  militar.

7) A Globo escondeu a campanha por Diretas Já.

8) A Globo tentou fraudar a eleição para o governo do Rio, em 1982, para impedir a eleição de Brizola. 

9) A Globo fraudou o debate entre Lula e Collor, em 1989.

10) A Globo sempre trabalhou contra a soberania nacional, defendendo a subserviência aos EUA e Europa.

11) A Globo é adversária histórica das políticas de valorização dos salários dos trabalhadores.

12) A Globo criminaliza os movimentos sociais, a pobreza e a atividade política.

13) A Globo liderou a farsa midiática-judicial do mensalão.

14) A Globo teve papel destacado na sabotagem e no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.

15) A Globo apoia todas as atrocidades jurídicas cometidas pela operação Lava Jato,

16) A Globo  assassina reputações de adversários e protege corruptos aliados.

17) A Globo defendeu o congelamento dos gastos em saúde e educação por 20 anos.

18) A Globo apoiou a aprovação do projeto de terceirização irrestrita, o fim da CLT.

19) A Globo aprova a venda de ativos da Petrobrás e a entrega do pré-sal aos estrangeiros.

20) A Globo trabalha pela aprovação da reforma da Previdência, que fará com que os trabalhadores trabalhem até a morte.

21) A Globo se empenha também pela aprovação da reforma trabalhista, para liquidar de vez com todos os direitos trabalhistas.

22) A Globo quer o fim quer o fim do SUS e do ensino gratuito nas universidades públicas.

23) A Globo luta pelo desmonte do estado social e da Constituição cidadã de 1988.

24) A Globo escondeu a manifestação em solidariedade a Lula, em Curitiba, que reuniu 50 mil pessoas.apedre

25) A Globo maquiou o depoimento de Lula a Moro, para esconder a ampla vantagem que o metalúrgico levou sobre o doutor Moro.

26) A Globo dedicou 18 horas do seu Jornal Nacional, nos últimos 12 meses, para apedrejar Lula

Texto de Bepe Damasco


http://www.brasil247.com/pt/colunistas/bepedamasco/295592/Motivos-n%C3%A3o-faltam-para-a-concess%C3%A3o-da-Globo-ser-cassada.htm

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Cronologia do Golpe * Prof Fernando Horta - RJ

Cronologia do Golpe


 Os fatos, isoladamente, parecem não ter relação entre si, mas olha só o que acontece quando colocamos todos eles juntos...

Cronologia do golpe:

2007 - Descoberta do pré-sal, estimada em 20 trilhões de reais;
2008 - Derrocada do modelo capitalista e  prejuízo de 22 trilhões de dólares aos estados.
2009 - começo obscuro e desconhecido da lava a jato com orientação dos EUA.
2010 - Lula paga toda a divida externa brasileira e acaba com o dinheiro fácil para os bancos estrangeiros.
2010 - Crise do Euro e inicio da quebra de vários países europeus.
2009-2012 - discussões e votação do marco do pré-sal totalmente nacional e verba para educação
2012-2013 - Espionagem da NSA sobre a presidenta Dilma e os principais diretores da petrobras.
2013 - Dilma derruba a taxa basica de juros Selic para o menor patamar da história: 7,25%.
2013 - IBGE registra pela primeira vez o pleno emprego no Brasil, ou seja, menos de 5% de desempregados. (4,75%).
2013 - passeatas contra o "governo" fazem cair a aprovação de dilma de 80% para 40% em menos de 3 meses.
2014/mar - primeira fase da lava a jato.
2014/out - Reeleição Dilma
2014 - criação das facções: MBL / Vem Pra Rua / Revoltados online / Nas Ruas.
2014-2015 - Eduardu Cunha paralisa o congresso e impede Dilma de governar.
2015 - Dada a incerteza política empresários param de investir, mídia cria e alimenta a narrativa da crise.
2015/set - PEC da bengala impede dilma de indicar novo membro para o STF.
2016 - lava a jato ataca o núcleo do partido no poder.
2016 - impeachment de Dilma, STF se cala
2017 - morte de teori zavascki/indicação de tucano para o STF, mudança no marco regulatório do pre-sal, fim da previdência, das leis trabalhistas, da educação universal e do SUS, fatiamento e venda da Petrobras.
2017 - comandante militar moderado sofre com problemas de saúde e sinaliza que vai se afastar. Linha dura cotada para assumir
2017/maio - Projeto de lei adiando eleições (possivelmente) para 2020.
2017/maio - exercicios militares "conjuntos" entre Brasil e EUA na amazônia.
2017/abril-maio - prisões de manifestantes pelo brasil afora, chacinas de índios, ataque a lideranças sindicais 

Entendeu?

Fernando Horta - Professor de História da UNB

quarta-feira, 14 de junho de 2017

BlackBlocs Em Brasília * Alan Kaka

A Ação Black Bloc Em Brasília 


um depoimento do jornalista Alan Kaká

"Ainda no ônibus de volta para casa, passado o estado de euforia e letargia... 

Vivenciei uma das maiores manifestação que o povo produziu nos últimos anos. Neste 24 de maio em Brasília eram milhares de trabalhadores sindicalizados, jovens de movimentos sociais, coletivos políticos sem partido, homens, mulheres e crianças! 

Sim, crianças. Inclusive bebês de colo. Ajudei uma companheira a empurrar o carrinho de bebê pela Esplanada, enquanto ela dava de mamar para sua filhinha de colo. Isto durante a caminhada com milhares de pessoas rumo ao Congresso Nacional.

Era um protesto pacífico convocado por TODAS as centrais sindicais contra as reformas e exigindo #DiretasJá. Em que pese minhas críticas à tática, eu estava lá. 

Do nada, bombas!

Um grupo de aposentados, que estava inadvertidamente na linha de frente, ficou no campo de ação da PM de Rodrigo Rollemberg. Jovens que adotaram a tática "Black Block" para este protesto fizeram um cordão de isolamento e retiraram estes mais velhos da linha de tiro, como fizeram por dezenas de vezes com feridos por bala de borracha, desmaiados sob o efeito tóxico do gás, desorientados e assustados. 

Sim, haviam "Black Blocks" e antes de falar precisamos conhecer melhor o que é a tática.

Não eram nazis como alguns tentam deslegitimar. Eram jovens dos movimentos estudantil e sindical, da luta pelo campo e  pela reforma urbana. Socialistas, anarquistas, reformista, social democratas, sem partido, utópicos que - naquele momento - cobriram seus rostos com tecidos embebidos em vinagre para amenizar o efeito do gás lacrimogêneo e ajudar aqueles que caídos, passavam mal pelo ataque da PM. 
Ataque gratuito e descomunal. A força tática e o choque de Rollemberg impediam o povo de avançar rumo ao Congresso. Enquanto 200 mil pessoas - calculo eu - tentavam avançar rumo à "Casa do Povo" e ao Senado, uma frente armada não só com "não letais" impediam o avanço do povo. Esse é o quadro. Entre esta multidão e o braço armado do governo do DF, apenas um punhado de jovens sonhadores, tão heterogêneos quanto o povo que eles tentavam proteger do gás, das balas de borracha e de verdade que a PM disparava. Houveram balas letais! Um senhor foi atingido no pescoço e sobreviveu graças a ação rápida dos próprios manifestantes em fazer os primeiros socorros. 

Não houve confronto:
Só na Bíblia uma pedra derruba Golias. 

Estava mais uma releitura de Cervantes "cyber punk": centenas de figuras quixotescas lutavam contra moinhos de vento armados até os dentes.

Não houve uma guerra, mas haviam heróis e eles usavam máscaras improvisadas, palavras de ordem e sonhos. 

Soube hoje pela manhã que um dos jovens que protegeu o grupo de aposentados teve três dedos decepados após a explosão de um artefato que empunhava. Em meio aos gritos, choro, ânsia de vômito, pessoas desmaiadas, um artefato explosivo estourou na mão de um sonhador. E aí cabe uma citação como adendo:
"Não confunda a reação do oprimido com a violência do opressor".

Estes jovens - alguns espíritos jovens - garantiram que a manifestação do povo não sofresse um pisoteio da cavalaria da PM. Eles garantiram que houvesse algum tempo de manifestação para que palavras de ordem, exortações, gritos de guerra e desabafos fossem ditos. Eles seguraram a PM de Rollemberg como puderam: escudos improvisados, plástico queimado, pedras e rojões contra blindados, helicópteros, polícia montada. 
Houve depredação, sim. Mais que algumas vidraças e coisas facilmente substituíveis, a depredação dos nossos sonhos e direitos. A depredação da capacidade de algumas pessoas de saber discernir de que lado estão os que sofrem. Houve também quem nos defendesse.

Obrigado aos jovens!


Alan "Kaká" - Jornalista em Brasília no dia 24/05 #ocupabrasília #24M #diretasjá #diretaspordireitos "

terça-feira, 13 de junho de 2017

Manifesto Luta AntiFascista * Comitê Antifascista Álvaro Lins - DF

Comitê Antifascista Álvaro Lins

MANIFESTO: Luta Antifascista - a Unificação das Forças Democráticas contra o Golpe

O Comitê Antifascista Álvaro Lins é formado por diferentes personalidades e representantes de organizações políticas, sindicais e movimentos sociais. A proposta que fazemos é a de combater de forma permanente e ininterrupta as forças golpistas que assaltaram o governo no Brasil. A luta antifascista é uma forma de resistência ao golpe e anuncia a centralidade da questão democrática. O objetivo é a unificação das forças verdadeiramente populares e progressistas em nosso país.  Reconhecemos que vivemos tempos sombrios, onde os valores da cidadania e as conquistas sociais estão ameaçadas.
Os participantes do Comitê Antifascista Álvaro Lins têm como cerne de sua estratégia uma política democrática radical, ou seja, estes reconhecem a centralidade da questão democrática no momento histórico que atravessamos. Reconhecemos um certo atraso dessa discussão na esquerda brasileira. Consideramos importante uma inflexão na forma de pensar a questão do socialismo e do próprio sentido da política no contexto das lutas pela liberdade, pela justiça e pela igualdade no contexto das lutas sociais.
Pensamos que o golpe parlamentar-judiciário que tomou de assalto o Governo Federal deve ser enfrentado com coragem e determinação sob risco de grandes perdas sociais, das liberdades conquistadas e da soberania nacional. A ameaça fascista é concreta. O que ameaça o povo brasileiro é a perspectiva da barbárie e da crueldade contra aqueles que lutam pela liberdade e a justiça social. O fascismo representa hoje um perigo real, uma ameaça concreta. Isto significa que corremos o risco perder as liberdades e os direitos conquistados. O fascismo se tornou uma possibilidade real. Não se trata somente de um regime autoritário, com um ideário conservador, liderado por figuras «paternalistas», em comparação com os «ditadores». 

O que nos ameaça concretamente é um regime ditatorial com um exercício paternalista do poder político. Os autores da historiografia recente analisam os regimes à luz do paradigma totalitarismo / autoritarismo, sendo que na última categoria estariam os regimes que não cumpririam todos os requisitos do totalitarismo (chefia carismática, partido único, ideologia rígida, permanente mobilização de massas, terrorismo institucionalizado).

Algumas forças poderão fazer exercícios analíticos acerca de que estamos ameaçados por um regime com características autoritárias, mas que estas não estão no mesmo nível dos fascismos, como historicamente foram o fascismo português do salazarismo, o fascismo italiano ou o nazismo alemão. No entanto, existem sinais evidentes da atuação de forças autoritárias e discricionárias que ameaçam o Brasil atual, que embora apresentem nuances típicas da cultura tupiniquim, em essência não se diferenciariam, em sua essência, natureza e prática, destas citadas experiências internacionais, discricionárias, ditatoriais e suas práticas bárbaras, terroristas e genocidas.

No sentido analítico, a definição de fascismo que se tem defendido historicamente é a mais operativa e aplicável a diversas realidades históricas. Curiosamente, o cerne dessa definição – que dá relevância às forças socioeconômicas que suportam os regimes – é dos elementos explicativos mais ausentes, negligenciáveis ou secundarizados em alguns textos acadêmicos. O VII Congresso da Internacional Comunista, realizado em agosto de 1935, em Moscou, definiu o fascismo como «a ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro», relacionando a sua natureza com o desenvolvimento do capitalismo na sua fase imperialista. 

As análises acadêmicas de que falamos dão mais importância aos aspectos formais do exercício do poder e à violência exercida nos regimes. Estas análises não relacionam estes fatores com o seu conteúdo socioeconômico, com as forças políticas e econômicas que suportam os regimes, não analisam a emergência destes regimes em relação com a luta de classes, com a necessidade que os poderes econômicos têm de, através da força e repressão, manterem o seu poder e os seus privilégios.

Os motivos para a necessidade atual do alerta e da vigilância em defesa dos direitos e liberdades democráticas são reais. Senão vejamos: existem hoje ameaças às liberdades políticas, mas também às liberdades e direitos dos trabalhadores e estas duas vertentes estão profundamente interligadas. Para conseguir maior exploração, o Estado capitalista utiliza os meios repressivos que tem ao seu dispor para conter a luta e a mobilização dos trabalhadores. Por outro lado, através da própria legislação, tenta-se restringir direitos democráticos, de que é exemplo a reforma trabalhista e previdenciária em andamento no Congresso, com as limitações ao direito à greve e os ataques à contratação coletiva.

A crise econômica do capitalismo internacional vem adicionar novos perigos à situação política atual. Por um lado, pode criar condições objetivas e subjetivas para uma maior exploração dos trabalhadores. Por outro lado, as injustiças sociais existentes servem para deslegitimar este arremedo de democracia política, dando abertura à exploração de sentimentos de descontentamento, em especial de setores médios da população facilitando a adesão ao ideário fascista.

Os avanços da extrema-direita confirmam que existem condições para a propagação desse ideário. Defender a liberdade e os direitos democráticos, importante objetivo de um Comitê Antifascista, significa cada vez mais exercer os direitos de manifestação, de expressão, de reunião, de organização, o direito à greve e à propaganda política, a todos os direitos democráticos conquistados. A proposta não é defender só a democracia política, mas também a democracia social, a econômica e a cultural.

No mundo inteiro, em diferentes oportunidades, sempre que o fascismo se imiscui na cena política e tenta, sorrateiro, ganhar espaços, mandar no Estado, impor o seu estilo e suas formas e ganhar a adesão da população. As forças democráticas, especialmente a esquerda, procuram rápido os caminhos para fazer crescer sua influência, ampliar suas bandeiras e seus apoios, para ir ao enfrentamento. O primeiro passo é o desmascaramento do ardiloso adversário que se insinua. A marcha batida da trupe fascistizante deverá ser barrada. É o sentido dramático do tradicional chamado: "Não passarão!".
Na medida em que apoiamos as bandeiras amplas e prioritárias, como a da democracia, a da defesa do Congresso, a do respeito ao devido processo legal, o direito à livre manifestação e conseguirmos adesões expressivas, teremos mais condições de conseguir respaldo para lutas também fundamentais, como a que precisa barrar a sinistra PEC 241.
O nosso povo, com toda razão, é contra a corrupção. O que o momento está a exigir é que mostremos que, embora seja justo o movimento contra a corrupção, este está sendo inteiramente desvirtuado, manobrado e utilizado perfidamente para derrotar um projeto político de sentido popular que se praticou no Brasil na última década, com largos benefícios para o povo. Que a luta contra a corrupção virou pretexto. O que se pretende é colocar na cadeia, mesmo sem culpa, as lideranças populares e democráticas que lutam contra esta situação.
Com esta atuação, as forças do conservadorismo mais tacanho procuram desmoralizar as forças democráticas e populares que combatem o governo golpista e sua ação discricionária, autoritária e elitista. Os últimos movimentos do governo golpista e de seus apoiadores indicam que estes pretendem abrir caminho para varrer a esquerda e as forças populares de qualquer perspectiva de poder.
Para a direita golpista, experiências como as que vivemos no Brasil de um operário na presidência, um ex-preso político na presidência do Uruguai, um índio na presidência da Bolívia, um nacionalista na presidência da Venezuela, duas militantes de causas antiditatoriais nas presidências do Brasil e da Argentina, tudo isto teria que acabar. De novo viriam eles, os banqueiros ou seus porta-vozes diretos, os capachos do capital estrangeiro e seus sequazes; o empresariado submisso aos ditames externos ou seus apaniguados.
O que unifica as forças e personalidades participantes do Comitê Antifascista Álvaro Lins é a consciência comum de que o principal adversário contra o qual se deverá lutar e atuar é o fascismo. As forças fascistas se infiltram na política, na sociedade e no Estado brasileiro. Estas muitas vezes ocupam posições-chaves na vida política em nosso país. Estes se utilizam de grupos e indivíduos de extrema direita que muitas vezes participam de manifestações populares e democráticas com o intuito de causar distúrbios.
O Comitê Antifascista Álvaro Lins deverá entrelaçar objetivos, entre os quais: a luta em defesa da Constituição; do respeito ao Congresso; da intocabilidade do parlamentar no exercício de seu mandato, que não pode ser preso salvo em “flagrante de crime inafiançável”, sem mistificações, como manda a Constituição; a luta pela preservação de direitos populares, como os que seriam extirpados pela PEC 241; a luta contra o abuso de poder e a hipertrofia da máquina jurídico-policial, germe do autoritarismo e do fascismo; a luta contra a corrupção, com respeito ao devido processo legal, sem escandalosas parcialidades, sem espetacularização, e sem o aniquilamento de grandes empresas nacionais, geradoras de riquezas e de emprego. Coincidentemente, as empresas brasileiras muitas vezes são atacadas e, até mesmo destruídas, em benefício de grandes empresas estrangeiras, sequiosas de ocuparem no Brasil o lugar que no passado ocupavam empresas nacionais brasileiras.
ÁLVARO LINS VIVE!
ABAIXO O GOVERNO GOLPISTA!
ABAIXO O FASCISMO!
PELA UNIFICAÇÃO DAS FORÇAS DEMOCRÁTICAS CONTRA O GOLPE!